Jornal de Notícias – 08 de Junho 2026
Utentes começam por resistir, mas depois criam proximidade com equipas especializadas em cuidados ao domicílio na área da psiquiatria.
Emília tem 47 anos, mas parece mais velha, por causa das marcas que a vida lhe tem deixado, pelos problemas mentais que a afetam e por, ainda assim, continuar a ser uma espécie de âncora para a família mais próxima. Vive com a mãe idosa, um irmão a chegar aos 60 anos e um filho de 20. Cozinha e trata da casa, vai todos os dias tomar o pequeno-almoço ao café da rua e comprar pão. Há momentos, porém, em que a lucidez e as forças se esvanecem, o que a faz precisar de um “ombro amigo”, que uma equipa de apoio domiciliário especializada em saúde mental lhe dá, além de a ajudar a gerir a medicação e a ser mais autónoma

