Segunda-feira – 01 junho 2026

O CSVH participou na apresentação do livro “A Direção Técnica nas Respostas Sociais e da Saúde: Atribuições e Desafios”, coordenado e coautorado por Sílvia Machado. A sessão decorreu em Cabeceiras de Basto e reuniu profissionais, dirigentes e entidades de referência dos setores social e da saúde.
A iniciativa integrou a programação da Feira do Livro. Além disso, contou com a presença de várias personalidades ligadas às áreas social e da saúde. Entre os participantes estiveram Sílvia Machado, a Secretária de Estado da Ação Social e da Inclusão, Clara Marques Mendes, o Presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Manuel António Teixeira, o Presidente da Assembleia Municipal, Manuel Sá Nogueira, e o Presidente do CSVH, Jorge Pereira.
O encontro promoveu a reflexão sobre o papel da Direção Técnica, as suas responsabilidades e os desafios atuais enfrentados pelas organizações sociais e de saúde.
Crescimento e impacto do CSVH no território
Durante a sua intervenção, Jorge Pereira apresentou a evolução do CSVH e destacou o impacto da instituição no território.
Ao longo dos anos, o CSVH expandiu a sua atuação de três para seis concelhos: Amares, Barcelos, Braga, Póvoa de Lanhoso, Terras de Bouro e Vila Verde. Este crescimento resultou de um modelo de trabalho em rede e de uma gestão orientada para fins sociais.
Atualmente, o CSVH apoia mais de 500 utentes e conta com uma equipa composta por mais de 250 profissionais. Além disso, desenvolve a sua atividade através de sete edifícios distribuídos pelo território.
Por outro lado, a instituição continua a destacar-se pela qualidade e inovação das suas respostas. Diversos prémios, certificações e distinções reconhecem o trabalho desenvolvido ao longo dos anos.
Desafios sociais e investimento estratégico
Jorge Pereira sublinhou ainda a relevância estratégica do território onde o CSVH atua. Esta região abrange mais de 420 mil habitantes, dos quais cerca de 90 mil têm mais de 65 anos.
Ao mesmo tempo, o território apresenta uma dinâmica geracional significativa, com aproximadamente 3.500 nascimentos por ano. Esta realidade exige respostas sociais e de saúde cada vez mais diversificadas, especializadas e inovadoras.
No âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o CSVH apresentou 21 candidaturas. Destas, 17 receberam aprovação e uma permanece em fase de análise.
Como resultado, a instituição mobilizou um investimento superior a 12,5 milhões de euros. Cerca de 7 milhões de euros correspondem a financiamento a fundo perdido, reforçando significativamente a capacidade de resposta do CSVH.
Casa da Alegria como exemplo de inovação
Um dos momentos centrais da sessão centrou-se na partilha da experiência da Casa da Alegria. Esta resposta especializada do CSVH apoia pessoas com Alzheimer e outras demências através de uma abordagem centrada na pessoa.
Além disso, os participantes destacaram o papel da inovação social no desenvolvimento da resposta. A implementação de vários projetos apoiados pelo Portugal Inovação Social permitiu testar novas metodologias de intervenção e aumentar o impacto social das iniciativas desenvolvidas.
Valorização dos profissionais do setor social
A valorização dos profissionais constituiu outro dos temas centrais da intervenção de Jorge Pereira.
O Presidente do CSVH defendeu a melhoria das condições de trabalho, a valorização salarial e o reforço da qualificação profissional. Defendeu igualmente a criação de percursos de gestão e progressão profissional capazes de atrair, reter e desenvolver talento.
“O futuro das organizações sociais depende da sua capacidade para reconhecer, desenvolver e potenciar o talento das suas equipas. Só com profissionais qualificados, motivados e valorizados será possível responder aos desafios cada vez mais complexos da intervenção social e dos cuidados de saúde”, afirmou.
Um trabalho construído em equipa
Por fim, durante a apresentação da obra, os intervenientes destacaram que o capítulo dedicado à Casa da Alegria resultou de um trabalho verdadeiramente colaborativo.
Este capítulo reúne os contributos de toda a equipa técnica da resposta, refletindo o compromisso coletivo com a qualidade, a inovação e a excelência na intervenção junto das pessoas com demência e das suas famílias.


